ITÁLIA
Vem comigo...
Descobrir as maravilhas do norte (e do centro) de Itália, um país cheio de cultura e arte.
A minha experiência
No dia 30 de julho, apanhámos o avião em Lisboa às duas da tarde. Correu tudo bem e chegámos ao aeroporto de Malpensa por volta das seis. Tínhamos alugado um carro online antes da viagem e, quando lá chegámos, entrámos em contacto com a empresa, que nos foi buscar numa carrinha para nos levar até ao carro. Fomos diretamente até Milão e entrámos no primeiro apartamento que tínhamos alugado. Apesar de não ter muito bom aspeto por fora, o interior era bonito e funcional. Passeámos à noite pelas ruas algo movimentadas, do bairro de Navigli, e aproveitámos para jantar numa pizzaria e para tirar várias fotos. Dicas: levar pulseira e/ou spray para os mosquitos; informar-se bem dos parkings.
No dia seguinte, acordámos cedo e fomos até à Piazza del Duomo, onde nos encontrámos com o guia do free tour que contratámos. Optámos por esta forma diferente de visitar o país para podermos conhecer os monumentos, a sua história e as suas origens. O free tour é um novo conceito em que o turista define o que deve pagar ao guia turístico, no fim, de acordo com a qualidade do seu serviço. Contratámo-lo com alguma antecedência no Guruwalk, tendo tido alguns contratempos devido à alteração dos horários de alguns dos passeios em cima da hora. Visitámos o Duomo de Milão; as Galleria Vittorio Emanuele II; o Teatro alla Scala; o Castello Sforzesco e outros locais. Retomámos a nossa viagem, e fomos até Verona passando por Sirmione, onde visitámos o seu castelo junto ao Lago de Garda. À noite, aproveitámos para dar um mergulho na piscina do nosso alojamento, em Ca' di David.
No dia 1 de agosto, optámos por visitar Verona. Contratámos mais um desses free tours, que nos permitiu descobrir muitos segredos e curiosidades sobre a cidade. Desde a história dos mais que famosos Romeu e Julieta, que na realidade, nunca existiram, até a Arena de Verona, a segunda maior de Itália e uma das estruturas mais bem preservadas do mundo. Depois de almoçar na Piazza delle Erbe e de passear pelas suas incríveis ruas, fomos até ao Castel San Pietro para admirar a beleza da cidade desde as alturas. Por fim, descontraímos na piscina do alojamento depois de andar 15 quilómetros.
No dia a seguir, acordámos bastante cedo para ir conhecer a cidade de Veneza. Tínhamos comprado bilhetes de um dia para os vaporettos, o que nos permitiu deslocar à vontade pela cidade dos canais e pelas suas ilhas. Chegámos ao ponto de encontro indicado pelo nosso guia e iniciámos uma visita às zonas mais importantes. Em agosto, a cidade é conhecida pelo seu mau cheiro, mas não sentimos nenhum durante a nossa visita. Por outro lado, choveu muito durante o dia, aquelas trovoadas de verão que não nos deixaram admirar a beleza da ilha. Recomendo visitar Burano e Murano, duas ilhas encantadoras, cheias de cor e de artesanato, sem deixar de desfrutar dos diferentes bairros de Veneza.
Deixámos o nosso alojamento em Verona e dirigimo-nos a Padua. Escolhemos outro tipo de visita, porque não havia free tours disponíveis. Contratámos no Tripadvisor uma caça ao tesouro e visita autoguiada pela cidade, uma maneira divertida e diferente de descobrir a cidade e as suas curiosidades. À tarde, partimos para Bolonha, onde a nossa guia nos mostrou muitas peculiaridades e que as igrejas são de livre acesso. Descobrimos que a torre mais inclinada de Itália está localizada nesta cidade e não em Pisa, como muita gente pensa. Essencial: prestar atenção às marcações do estacionamento no chão, sinais e regras locais para evitar multas. Zonas com linhas azuis são geralmente pagas, zonas brancas apenas para moradores e zonas amarelas reservadas para pessoas com deficiência. Existe ainda uma zona ZTL (zona de trânsito limitado) onde só se pode circular com autorização especial, que coincide com o centro das cidades. Alojámo-nos numa vila no meio da Toscana, La Quercia, muito tranquila, com piscina e jacuzzi exterior.
No dia 4 de agosto, depois de um bom pequeno-almoço incluído no alojamento, seguimos a nossa viagem para Pisa. Vimos a famosa torre, tirámos várias fotos, almoçámos e demos um salto até à praia. Em Itália, existem várias praias privadas, por isso, é importante prestar atenção à praia que escolhemos. Nós fomos até Marina di Torre del Lago Puccini, uma praia simplesmente perfeita, apesar de não ter sombrinhas. Tem ondas médias, areia que não fica colada à pele, sem algas nem pedras, água morna e até à cintura. Fomos até ao nosso novo e último alojamento, em San Romano, que também nos surpreendeu pela positiva. Detalhe: nestas duas últimas casas não pagámos taxa turística, ao contrário do que aconteceu nos alojamentos de Milão e Verona.
De manhã, apanhámos o comboio até Florença, para evitar problemas de estacionamento. Comprámos um bilhete combinado para as Gallerias Uffizi, Palácio Pitti e Jardins Boboli, no site GetYourGuide. Conselho: descarregar o áudio antes da visita. Apanhámos um dia com muito calor e agradecemos ficar à sombra durante a manhã. Comemos um gelado muito bom nas ruas de Florença, com sabor a melancia e cocô, que recomendo.
No último dia, como o voo de regresso só partia às oito da noite, ainda aproveitámos para visitar Cinque Terre, um conjunto de vilas coloridas na costa italiana. Apenas conseguimos ver Manarola, mas de certeza que as outras vilas são tão maravilhosas quanto esta. Ao regressarmos ao aeroporto, deixámos o carro. Como o voo estava atrasado devido a uma tempestade em Milão, tivemos de esperar. Chegámos a Lisboa por volta da meia-noite.
Adorámos esta semana! Apesar de termos feito cento e vinte quilómetros a pé e de termos chegado a casa algo cansados, acho que aproveitámos bastante bem para visitar o norte de Itália. É, sem dúvida, um país maravilhoso. Desde a animação de rua (à noite, principalmente), até à arte exposta em diversos museus, simplesmente maravilhoso!
agosto 2025









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